Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

   
     
Planejamento Convida: O Impacto da Nanotecnologia
20 Jul 2010, 05.06 PM

Neste mês, começamos mais um projeto interno da Escala: “Planejamento Convida”. O objetivo é abrir um espaço de discussão sobre os mais variados assuntos, que de alguma forma estão impactando na área de comunicação ou na cultura.

Nosso primeiro convidado foi o Rodrigo Link Federizzi - Bacharel e Mestre em Física pela UFRGS, que está atualmente desenvolvendo seu Doutorado em simulação computacional de nanomateriais. Ele tem 28 anos e recentemente abriu uma empresa, que presta serviços de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação na área de Física para empresas e indústrias.

Ele veio nos contar como a Nanotecnologia está impactando as nossas vidas, através do desenvolvimento de novos produtos e novos materiais. Está preparado? Veja as principais mudanças que já estão acontecendo.

autor: Carla Link Federizzi
categorias:   Tecnologia, Escala
tags:  Tendências
Deixe seu comentário  Compartilhe
 
Assoprando as velinhas do varejo*
15 Jul 2010, 06.24 PM

“O aniversário é nosso, mas quem ganha o presente é você”. Eu tenho certeza que você já ouviu essa chamada antes. Por mais clichê que seja esse caminho, parece ser o segredo da estratégia de uma campanha de aniversário de um varejista. Mas será que dá pra fazer diferente? Se vc for pensar friamente, essa é uma data que é complicada mesmo.

Pensando o lado do varejista, é uma data muiiiito importante, e  pode ter 3 objetivos:

- criar um assunto/uma novidade em torno da marca;

- valorizar e celebrar um momento importante para o público interno;

- gerar “goodwill”.

E para o consumidor? Mesmo que a pessoa tenha alto envolvimento com a marca, a data não tem a mesma importância (sim, parece óbvio, mas não é!), além de ser difícil de medir o real impacto que a ação terá.  Por isso, a cada ano vemos diferentes formatos, investimentos e políticas de aniversário. Escolhi algumas, que de alguma forma fizeram algo diferente:

PROMOCIONAL

Esse é o modelo mais tradicional: entregar um benefício concreto ao consumidor. Mas quem disse que precisa ser puramente racional?

- “Don’t Ask The Price, It’s A Penny”: M&S 

Em 2009, a rede londrina Marks & Spencer comemorou seus 125 anos, retomando o posicionamento de 1884 da loja: a “Penny Bazaar”. Para isso, colocou 2 milhões de produtos a venda por 1 CENTAVO! E todo o valor arrecadado com a venda foi revertido para uma instituição de caridade local. Não é apenas uma promoção de R$0,01, também é um resgate do histórico da marca! 

- “Celebremos Juntos”: Falabella

Para comemorar seus 120 anos, a rede chilena sorteou a cada 2h uma compra grátis no site. A ação é bem simples, mas achei bem interessante. Eu tentaria uma compra certo!

 

- Luckcy Line: Uniqlo

Em 2009, a varejista (e minha marca preferida) Uniqlo fez uma promoção um pouco mais tímida, mas não menos interessante: para comemorar seus 25 anos, foram 25 promoções em 25 dias. Em 2010, a estratégia comercial foi mais simples, mas a mecânica sensacional.  Acho que todo mundo ficou sabendo da Uniqlo Lucky Line: através do site (uniqlo.com/jp/#line), a marca conseguiu criar uma fila online. A cada 26 pessoas na fila, a Uniqlo sorteava um cupom de desconto de U$11 dólares para gastar na loja. A ação era restrita aos moradores do Japão, mas todo o resto do mundo ficou sabendo! Sensacional. 

  

 PROJETO SELFRIDGES

Ano passado, a marca comemorou 100 anos em grande estilo. Foi um ano inteiro de comemorações, divido em 4 tipos de ações: 

- Produtos exclusivos com sua famosa cor (Pantone 109 yellow ): co-branded com outras marcas consagradas e estilistas, com edição limitada + Loja conceito 109 Store (onde você pode encontrar todos esses produtos reunidos).

 

- Eventos para os clientes na loja e a Exposição da Sacola-ícone da marca.

 

- Vitrines + Vitrines + Vitrines: foram 3 modelos de vitrines, brincando com passado e futuro da marca.

#1. Começou contando sua história através das vitrines

 

#2. Como serão nossas vidas daqui há 100 anos? “This is the future. Insane and Ingenious; sublime and ridiculous"

 

#3.  E mais futuro: produtos de A-Z que serão criados em 2109. Tempo? Quem sabe...

- Tudo, tudo, tudo registrado e disseminado em redes sociais

Inspirações, inspirações, inspirações para pensar essa data com um novo olhar. Mas o que todas têm em comum? Um bom planejamento aliado a estratégia maior da marca. A ação da Uniqlo Line, por exemplo, poderia ser feita em qualquer ano ou para qualquer data promocional, que seria tão pertinente quanto.  Então, tá na hora de assoprar a velinha? Fica a dica: esqueça a data comemorativa e pense numa ação aliada ao posicionamento da marca, de forma promocional ou não. Esse parece ser o caminho para fugir do óbvio (e da primeira frase desse post!).

*post originalmente publicado no Chmkt em 14/7/10. 

autor: Carla Link Federizzi - Planner Escala
categorias:   Varejo
tags:  Tendências
Deixe seu comentário  Compartilhe
 
O Outdoor da Tamiris
17 Jun 2010, 04.05 PM

 

O outdoor aí de cima não foi criado por ninguém aqui da agência, mas pela Tamiris do Carmo, uma menina de nove anos de Bangu. Ela participou da promoção do site da sandália da Hello Kitty, do nosso cliente Grendene, que dava um outdoor inteirinho pras fãs da sandália customizarem com ferramentas online. Além de ter o outdoor veiculado na sua própria cidade, a Tamiris ganhou uma coleção completa da Hello Kitty. E a gente ganhou mais uma criadora no time da agência.

Quer conhecer o site e a campanha? Vai por aqui. 

autor: Escala
categorias:   Comerciais, Escala
tags:  Tendências
1 comentários  Compartilhe
 
Sobre resolver problemas
19 Mai 2010, 03.41 PM

Na semana passada, de quinta a domingo, a agência recebeu mais uma vez o professor Charles Watson pro terceiro módulo do seu curso de Processo Criativo. Como das últimas duas vezes, em 2005 e 2006 (leia os relatos no meu blog aqui e aqui), uma turma com gente dos mais diferentes departamentos se formou pra receber o gringo especialista numa das atividades mais valiosas na nossa área: distribuição farta de minhocas na cabeça e pulgas atrás da orelha.

Munido de um conteúdo consistente das áreas da biologia, química, neurociência, arte contemporânea, música e arquitetura, Charles Watson ofereceu 16 horas de indagações, conhecimento e ferramentas práticas pra destravar raciocínios, desfazer conceitos e zerar verdade prontas. "Meu trabalho é criar movimento onde não existe" disse ele em alto e bom som durante um dos encontros.

Esse módulo tratava especificamente da resolução de problemas de acordo com três técnicas complementares: imaginação, desenho e manipulação. A primeira técnica é, compreensivelmente, a mais utilizada no nosso meio. Consiste, como você bem sabe, ficar com a mão no queixo e olhar enviesado pro alto tentando achar uma solução formando imagens, esquemas, frases e possibilidade na mente. De um jeito prático, com uma série de exemplos interativos, Charles mostrou o naufrágio de muitos processos que são abordados apenas com a imaginação. E deixou claro que poucas pessoas entendem  as ferramentas do desenho e da manipulação como aliadas cotidianas.

 

 

O que é, vamos combinar, compreensível. A última vez que a maior parte de nós desenhou ou manipulou materiais foi no colégio. E, lá mesmo, essas ferramentas sempre foram rotuladas como habilidades complementares em vez de primordiais ao processo educativo, como poderiam e deveriam ser. Desenhar e manipular, enfim, entraram pra história como coisa de criança, coisa de artista ou coisa de operário. Três figuras simbólicas que não costumam frequentar reuniões de alto escalões em empresas - infelizmente.

Estamos falando do método de trabalho de figuras significativas na história do conhecimento humano. Charles passou pra nós vídeos e imagens pra provar seu ponto. Mostrou que a decodificação do DNA humano só foi possível porque os cientistas envolvidos no trabalho estavam investigando o assunto com um modelo helicoidal feito de metal. Passou um trecho do documentário sobre Frank Ghery, com o próprio e seus parceiros (filmados por outra figura criativa, o cineasta Sidney Pollack) combinando as técnicas de imaginação, desenho e manipulação. Trouxe entrevistas, histórias e imagens do processo de artistas contemporâneos como Beatriz Milhazes (que foi sua aluna), Eduardo Berliner (figura expoente da arte contemporânea brasileira), Francys Allys (cuja obra marcante de storytelling A Fé Move Montanhas esteve na Bienal do Mercosul dois anos atrás) e por aí vai. A lista de referências é grande, rica e mereceria um site próprio.

 

Em comum, além de serem usadas por grandes cientistas, artistas e pensadores, o desenho e a manipulação têm o predicado de colocar na realidade palpável questões insubstanciais. Esse foi um ponto enfatizado por Watson ao longo de todo o workshop. Em um dos módulos anteriores, ele comentou sobre os benefícios das idéias anotadas em papel, não como registro, não como documento, mas como uma forma de mudar a relação entre pensamento e matéria. Idéias no papel ainda não estão executadas, mas estão mais próximas da realidade do que idéias na cabeça. O papel ou um bloquinho (não precisa ser Moleskine) serve, segundo o professor, como um "pedágio de pensamentos".

Enfim. O ponto é que ninguém precisa saber desenhar pra usar o desenho como aliado, nem saber construir maquetes pra se valer da manipulação. Rabiscos e objetos toscos criados com o intuito de ajudar a pensar não têm a necessidade de ser expostos em qualquer galeria, mas abrem caminhos que residem dentro de nós - ou ao nosso redor.

As 16 horas de workshop renderam tantas reflexões que eu poderia escrever mais dez posts. Mas prefiro encerrar por aqui registrando o arrependimento de não ter feito esse workshop quando estava no colégio. Se o curso do Charles existisse naquela época, eu teria uma boa resposta quando a professora de matemática me pegasse desenhando durante a aula. Eu poderia dizer com toda a propriedade que não estava distraído, mas sim que estava resolvendo os problemas propostos.

E, de certa forma, eu estava.

***

Semana que vem, Charles Watson vai estar em Porto Alegre novamente pra dar o primeiro módulo do seu workshop de Processo Criativo. É aberto a todos os interessados. Mais informações aqui.

***

A primeira imagem do post é um dos quadros do Eduardo Berliner na Saatchi Gallery.

O primeiro vídeo é um trecho do documentário Esboços de Frank Gehry.

O segundo é um registro de uma performance do Francis Allys.

autor: Gustavo Mini
categorias:   Arte, Escala
tags:  Tendências
Deixe seu comentário  Compartilhe
 
Veja o mundo todos os dias com um novo olhar
11 Mai 2010, 11.11 AM

Inicialmente, eu vinha aqui contar da campanha de Assinaturas da Zero Hora, que tem uma peça bastante inusitada: um filme dirigido por crianças. Legal, né?

Mas na hora em que ia começar a contar sobre isso, me dei conta de que esse filme – e a campanha como um todo - são um ótimo gancho pra falar de uma coisa fundamental em propaganda, seja ela na TV, na Internet, ou onde você imaginar. Falo de ter verdade, autenticidade na propaganda. Acredito que tem uma coisa quando a peça, o conceito são verdadeiros que faz a idéia acontecer naturalmente desde a aprovação com o cliente até a recepção do público.

Por exemplo, esse filme da Zero Hora do qual eu ia e agora vou falar. Por que, afinal de contas ele foi co-dirgido por 4 crianças? Só porque fica bonitinho? Por que é legal?

Não.

Acontece que Zero Hora está falando na campanha sobre ver as coisas de um modo diferente, com aquele espanto com que a gente viu pela primeira vez o mar, um beijo, uma paisagem. E a Zero está falando disso porque ela tem propriedade no assunto. Já se deu conta de que, todo dia de manhã, quando abre o jornal, você vê o mundo pela primeira vez? Sim, o mundo que você tinha visto antes de deitar pra dormir já não existe mais. Um vulcão entrou em erupção, um time ganhou o campeonato, um presidente foi eleito, é um mundo novo. E você vê ele pela primeira vez quando vê a Zero Hora.

Mas aí vem a história das crianças dirigindo o comercial: pensa bem, faz sentindo convidar alguém pra olhar as coisas de um modo diferente sem um olhar diferente? Acredito que não.

E quem no mundo é mais capaz do que uma criança para se surpreender com tudo o que enxerga? Crianças são especialistas em verem as coisas pela primeira vez, dá pra dizer que pra elas tudo é uma manchete de jornal, tudo tem esse brilho da descoberta que a gente queria ver em cada cena do filme.

Pois então: pra fazer uma campanha sobre novo olhar, um novo olhar. Desde a criação até a produção.

Era isso que eu queria dizer sobre ter verdade de comunicação. E acredito que essa tem pra valer.

 

autor: Reginaldo Pujol Filho
categorias:   Novas mídias, Comerciais, Escala
tags:  Tendências
2 comentários  Compartilhe
 
Próximo


 
Blog Escala
 
 
  
 
O Hóspede
Cliente:
Costa do Sauípe
Grendha Ivete
Cliente:
Grendene
Donna da Capa
Cliente:
Zero Hora
Lançamento Bem-vindo!
Cliente:
Matone
 
Varejo
Projeto Futuro
Tendências
Internet
Festivais
Escala
Comerciais
Cinema
Arte
Vídeo
Novas mídias
Tecnologia
 
2010
Agosto (3)
Julho (6)
Junho (4)
Maio (2)
Março (2)
Fevereiro (1)
Janeiro (2)