Inicialmente, eu vinha aqui contar da campanha de Assinaturas da Zero Hora, que tem uma peça bastante inusitada: um filme dirigido por crianças. Legal, né?
Mas na hora em que ia começar a contar sobre isso, me dei conta de que esse filme – e a campanha como um todo - são um ótimo gancho pra falar de uma coisa fundamental em propaganda, seja ela na TV, na Internet, ou onde você imaginar. Falo de ter verdade, autenticidade na propaganda. Acredito que tem uma coisa quando a peça, o conceito são verdadeiros que faz a idéia acontecer naturalmente desde a aprovação com o cliente até a recepção do público.
Por exemplo, esse filme da Zero Hora do qual eu ia e agora vou falar. Por que, afinal de contas ele foi co-dirgido por 4 crianças? Só porque fica bonitinho? Por que é legal?
Não.
Acontece que Zero Hora está falando na campanha sobre ver as coisas de um modo diferente, com aquele espanto com que a gente viu pela primeira vez o mar, um beijo, uma paisagem. E a Zero está falando disso porque ela tem propriedade no assunto. Já se deu conta de que, todo dia de manhã, quando abre o jornal, você vê o mundo pela primeira vez? Sim, o mundo que você tinha visto antes de deitar pra dormir já não existe mais. Um vulcão entrou em erupção, um time ganhou o campeonato, um presidente foi eleito, é um mundo novo. E você vê ele pela primeira vez quando vê a Zero Hora.
Mas aí vem a história das crianças dirigindo o comercial: pensa bem, faz sentindo convidar alguém pra olhar as coisas de um modo diferente sem um olhar diferente? Acredito que não.
E quem no mundo é mais capaz do que uma criança para se surpreender com tudo o que enxerga? Crianças são especialistas em verem as coisas pela primeira vez, dá pra dizer que pra elas tudo é uma manchete de jornal, tudo tem esse brilho da descoberta que a gente queria ver em cada cena do filme.
Pois então: pra fazer uma campanha sobre novo olhar, um novo olhar. Desde a criação até a produção.
Era isso que eu queria dizer sobre ter verdade de comunicação. E acredito que essa tem pra valer.