Esse é um resumo semanal da ESCALA com o que mais bombou na web. Acompanhe!
#1 - MENDIGO URBANO
Na onda das compras coletivas, este site possibilita que você faça doações para moradores de rua em conjunto com outras pessoas:http://miud.in/U20
#2 - THE SHOE ART PROJECT
23 pares de tênis, alguns artistas brasileiros, 1 exposição. E um resultado bem interessante que você pode conferir aqui: http://miud.in/U4I
#3 – GOOGLE STREET VIEW MAPEANDO COMUNIDADES DA AMAZÔNIA
Empresa anunciou mapeamento da região do Rio Negro. Triciclo com câmeras está fazendo as imagens da floresta: http://miud.in/U23
#4 - COPY PASTE FASHION WEEK (CPFW)
Este tumblr compara as coleções das Fashion Weeks pelo mundo e nos mostra de onde elas são “inspiradas”: http://miud.in/U24
#5 – HIPSTER IPSUM
Ao invés do tradicional LOREN ISPUM, agora você pode preencher seus layouts com tudo aquilo que faz a cabeça dos hipsters.
Por exemplo, “Banksy organic leggings, helvetica scenester hoodie you probably haven't heard of them portland cliche pitchfork.”: http://miud.in/U25
#6 – GOOGLE COMPRA MOTOROLA MOBILITY
Confira todas as informações sobre a maior compra já realizada pela companhia - http://miud.in/U50
Veja aqui também as 16 maiores aquisições do Google e o que aconteceu com elas: http://miud.in/U2d
#7 – PARTITURA DE BATERIA PARA O TRÂNSITO
O projeto "Toque no vermelho” disponibiliza partituras para você acompanhar as músicas e transformar o tempo, que antes era perdido no trânsito, em diversão.
Não tá fácil pra ninguém trilhar um caminho sólido quando o assunto é a indústria fonográfica. A internet fez (e está fazendo) uma imensa transformação no mercado da música (e em todos os mercados!) e os artistas estão tendo que se virar e testar como nunca os mais diversos tipos de divulgação do seu trabalho, nas mais diversas mídias, dos mais diversos jeitos. Independente do lado positivo e do lado negativo disso tudo, o legal é ver que todos estão sendo afetados por essas mudanças, não só os artistas e bandas independentes. O Chico Buarque também. Gostando do trabalho dele ou não e deixando de lado questionamentos sobre ele ter sucesso garantido ou não, ele está se mexendo e reinventando seu trabalho. Resolveu não ficar parado no tempo ou resmungar sobre “como era bom o mercado da música antigamente”. Lançou no final do mês passado o projeto Chico Bastidores para apresentar seu novo disco. No site www.chicobastidores.com.br são postados conteúdos inéditos sobre o novo trabalho (geralmente vídeos) para quem comprou o disco antecipadamente.
Semana passada um desses vídeos virou meme: o Chico falando sobre a primeira vez que leu os comentários sobre ele na web e achando a maior graça, principalmente dos “hate comments” (pessoas que comentam só para criticar o que não gostam).
O legal disso tudo? Ver a lição que ele tá dando ao se arriscar em um projeto pra web (ou seja, num terreno que ele não domina) e se mostrando super disposto a “conhecer como funciona o jogo” - a parte mais importante quando o assunto é internet.
Você já tentou ler uma revista, assistir TV e acompanhar pelo celular o que seus amigos comentam no Twitter ao mesmo tempo enquanto come um sanduíche? Se você é um adolescente de 17 anos, provavelmente, faça isso com bastante naturalidade. A segunda edição do Social Media Week no Brasil deixou bastante evidente que não existe mais diferença entre as nossas vidas Online e Offline. Aliás, proponho que se deixe de usar os termos On e Off para designar os meios digitais e analógicos. Não só os adolescentes não fazem mais distinção entre um e outro, mas todos estamos apagando lentamente a linha que separa o digital do analógico.
É claro que os que não nasceram na era digital não terão a mesma desenvoltura para combinar um encontro da turma de formandos de 1989 do segundo grau pelo Formspring, agendar o evento no Facebook, enviar o local usando o Google Maps e combinar de dar um check-in em conjunto no Foursquare. Mas, hoje em dia, as mulheres de 25 a 45 anos são as que mais consomem um produto que faz parte de um mercado mais rentável que a indústria do cinema: os social games e os jogos online. Elas se divertem comprando tratores customizados, sementes de alcachofra e poços artesianos para suas mini-fazendas no Orkut. Da mesma forma, os homens de 25 a 45 anos, quando não estão assistindo futebol na TV, estão jogando futebol em rede no Xbox e Playstation. É basicamente a mesma forma de entretenimento social para ambos os sexos da mesma geração.
A fusão entre nossa identidade digital e física se reflete também quando nos relacionamos com as marcas. As empresas não têm mais o controle absoluto de como elas vão marcar presença na internet. As pessoas já falam delas o tempo inteiro e a melhor coisa que as marcas podem fazer é escutar, aprender e interagir de forma transparente. É uma relação mais orgânica e menos departamentalizada com o consumidor. A influência das marcas se dá de forma evolutiva, constante, e não em ondas (ou campanhas) como estávamos acostumados a trabalhar dentro das agências de publicidade tradicionais. Para as marcas, as redes sociais são um ecossistema baseado no relacionamento, que será dominado por aquelas marcas que forem capazes de aprender e se adaptar mais rapidamente. Só que aprender significa arriscar, experimentar, testar, errar e fazer de outra forma corrigindo os erros. Talvez essa tenha sido a grande lição do evento: não ter medo de errar.
Alguns cases interessantes que vimos durante o evento:
Gatorade Mission Control: unidade de monitoramento e relacionamento em redes sociais.
Fiat Mio: o primeiro carro criado de forma colaborativa com idéias e insights de consumidores.
Chip do Brahmeiro: Mobile Marketing para classe C.
Cheguei na sexta-feira pela manhã aqui em Nova York, num dia de muita neve e frio abaixo de zero para a maior feira de varejo do mundo: a convenção anual da NRF - National Retail Federation. Esta é a 100th edição de um encontro que conta com a presença dos maiores varejistas do mundo que discutem sobre o que há de novo, o que pode ser feito melhor, quais as tendências no mundo do varejo.
Este ano são 30% de brasileiros e por mais que isso não seja a totalidade da Feira, parece que o português é a língua oficial nos corredores do Jacob Javits Convention Center.
Eu também vim numa comitiva e logo na sexta fomos para o Woodbury, maior outlet Premium de Nova York. Já no caminho fiquei sabendo que o lugar era aberto, o que quer dizer que seria uma tarde com muita neve e frio. Já tinha estado algumas vezes na cidade, mas nunca tinha tido a oportunidade de ir até lá. Só a ida já vale o passeio. Saindo da ilha, com várias lojas enormes pelo caminho, fica a sensação de conhecer um pouco mais o porte de tudo que encontramos nos Estados Unidos. E quando falo em porte, estou falando do porte enorme e exagerado.
O centro de compras realmente é muito tentador pelos preços, mas não com o mesmo padrão de atendimento de Manhattan e o shopping, que é um outlet, é todo aberto como uma vila.
E este espaço aberto foi uma das coisas citadas pelo Paco Underhill , primeiro palestrante da manhã de domingo. Com o tema: “The Many Shades of Green”, Paco Underhill falou e destilou críticas ao estilo americano de consumo que, segundo ele, não deve servir de exemplo em um mundo sustentável. Começou sua palestra dizendo o quanto é importante vivermos com mais segurança para termos confiança no futuro e poder sim pensar em ser ”Green”, senão fica um discurso muito distante da realidade da maioria dos países do mundo. Ele trouxe então como exemplo um shopping a céu aberto na Alemanha, que não é um Mall, palavra em inglês para shopping, mas All, ou seja, o lugar onde a pessoa vive, compra, se diverte, num estilo de vila, que é como as pessoas querem e gostam de viver.
Ele falou também sobre a importância de revisarmos a forma como nós vivemos para realmente ter uma vida sustentável.
Segundo ele a questão da sustentabilidade não é política e nem econômica, mas moral. Inevitável. E isto vai impactar diretamente como nós vivemos e como será o varejo nos próximos 10 anos.
E ainda deu inúmeros exemplos sobre ideias sustentáveis que já estão sendo implantadas em todo o mundo.
Sustentabilidade é um dos pilares de assuntos que estão nesta conferência. Durante 4 dias, várias palestras, workshops variam entre os temas de Design, Merchandising, Operação de loja, Varejo Mobile, Cadeia de Suprimentos, Informação e Tecnologia, Varejo Online, Marketing e Gerenciamento de marcas e Sustentabilidade.
A escolha realmente é difícil, pois são várias atrações que acontecem ao mesmo tempo, exceto nas Super Sessions, que são as principais palestras geralmente patrocinadas por alguma grande empresa como a IBM, SAP, FICO, Deloitte, Intel, Oracle e Microsoft.
Esses patrocinadores dão uma pista do assunto mais citado em todos os seminários: a influência da tecnologia na grande transformação que estamos vivendo no varejo - e cá entre nós, em todo o lugar. Estava pensando hoje enquanto tentava entrar numa das mais concorridas palestras que tratavam sobre Mobile Retailing, que nos últimos 3 anos no mínimo toda conferência que vou, não interessa se de publicidade ou outro tema qualquer, a tecnologia ganhou o centro das atenções. O que fazer com ela? Como utilizar melhor? O que está mudando pra gente com toda esta revolução?
E é isto que pretendo tentar responder nos próximos dias nas inúmeras palestras que virão pela frente.
____________________________________________
Curiosidades, Dicas ou Referências:
Diferente de todos os congressos e seminários que tenho ido nos últimos tempos, este incrivelmente tem um número baixíssimo de pessoas com laptop no colo. É engraçado quando o tema principal de todas as palestras é entender como é o uso da tecnologia no dia a dia dos clientes;
Para acompanhar o seminário vale ler o blog do próprio evento que está super rico: http://blog.nrf.com/
Das palestras que eu vi as empresas mais citadas para ficar de olho quando o assunto é inovação: Target, Home Depot, Amazon, Tag Heurer, Macys, GE.
Democratizar o acesso à arte, transportar o local de contemplação da obra, transformar o espaço coletivo: essas ações são consequência da Arte Urbana. Ela vai transformando a cidade, inserindo criações que tiram a visão da rotina, embelezam o dia e comunicam algo para quem vê, em locais improváveis como calçadas e viadutos. Telas em branco até então.
Não bastasse se apropriar das ruas para se comunicar e espalhar suas obras, os artistas aproximam o público ainda mais do processo criativo, levando de vez o atelier para a rua, criando ao vivo para quem quiser ver. O Live Painting é improvisação pura, não só artisticamente falando, mas aberto a todos os tipos de interações e imprevistos. O público pode acompanhar todo o passo-a-passo, o rabiscar, rascunhar, começar, fazer de novo, até alcançar o resultado final. Que não é tão final, pois está exposto, deixando em aberto a possibilidade de que outro se aproprie, refaça, interfira e modifique a obra mais uma vez.
Foi esse impulso de inquietude da Arte Urbana que serviu de inspiração para a Escala criar uma ação muito bacana que aconteceu durante a Semana ARP da Comunicação. Três displays expostos nas calçadas da Padre Chagas foram pintados por artistas da Mundo Arte Global a convite da agência. A cada final de tarde, Cusco e Trampo construiram e desconstruiram juntos as imagens dos painéis expostos na rua. Transformando camadas e mais camadas de spray em imagens em movimento. Assim, os displays foram tomando forma e se modificando ao longo dos dias, desafiando a inércia do cotidiano.