Inicialmente, eu vinha aqui contar da campanha de Assinaturas da Zero Hora, que tem uma peça bastante inusitada: um filme dirigido por crianças. Legal, né?
Mas na hora em que ia começar a contar sobre isso, me dei conta de que esse filme – e a campanha como um todo - são um ótimo gancho pra falar de uma coisa fundamental em propaganda, seja ela na TV, na Internet, ou onde você imaginar. Falo de ter verdade, autenticidade na propaganda. Acredito que tem uma coisa quando a peça, o conceito são verdadeiros que faz a idéia acontecer naturalmente desde a aprovação com o cliente até a recepção do público.
Por exemplo, esse filme da Zero Hora do qual eu ia e agora vou falar. Por que, afinal de contas ele foi co-dirgido por 4 crianças? Só porque fica bonitinho? Por que é legal?
Não.
Acontece que Zero Hora está falando na campanha sobre ver as coisas de um modo diferente, com aquele espanto com que a gente viu pela primeira vez o mar, um beijo, uma paisagem. E a Zero está falando disso porque ela tem propriedade no assunto. Já se deu conta de que, todo dia de manhã, quando abre o jornal, você vê o mundo pela primeira vez? Sim, o mundo que você tinha visto antes de deitar pra dormir já não existe mais. Um vulcão entrou em erupção, um time ganhou o campeonato, um presidente foi eleito, é um mundo novo. E você vê ele pela primeira vez quando vê a Zero Hora.
Mas aí vem a história das crianças dirigindo o comercial: pensa bem, faz sentindo convidar alguém pra olhar as coisas de um modo diferente sem um olhar diferente? Acredito que não.
E quem no mundo é mais capaz do que uma criança para se surpreender com tudo o que enxerga? Crianças são especialistas em verem as coisas pela primeira vez, dá pra dizer que pra elas tudo é uma manchete de jornal, tudo tem esse brilho da descoberta que a gente queria ver em cada cena do filme.
Pois então: pra fazer uma campanha sobre novo olhar, um novo olhar. Desde a criação até a produção.
Era isso que eu queria dizer sobre ter verdade de comunicação. E acredito que essa tem pra valer.
Ele tem frequentado o Twitter e o Facebook nas últimas semanas, ajudando os usuários com as questões mais cabeludas que exigem algum tipo de intervenção esotérica. Mas, a partir de hoje, os poderes do Mestre Mamzumba começam a ser direcionados para ajudar o Brasil a vencer a Copa.
Na verdade, ele vai liderar a Torcida da Sorte das Lojas Colombo. Quer saber mais sobre a vida, os poderes e a personalidade do Mestre? Dá uma olhada no site dele. Ou segue ele no Twitter, seja amigo dele no Facebook ou confere os vídeos no canal dele do YouTube!
O assunto é controverso: tem gente que diz que é preciso mudar o modelo de negócios, outros apostam numa mudança de mentalidade. Tem também os que acham que é preciso dinamitar tudo que está aí e começar do zero. Mas eu acredito que pensar o ambiente digital para as marcas é um desafio hoje pelo único motivo de que estamos a Era Tosca do Marketing Digital. Ou seja, mesmo os mais especialistas dos especialistas não têm suas teorias sustentadas durante muitos anos e daqui algumas décadas vamos olhar a maior parte dos bons trabalhos atuais como ingênuos em muitos aspectos.
No meio disso tudo, o importante é aprender a navegar na incerteza e aproveitar as reflexões (as reflexões e não as leis!) que surgem aqui e ali. Uma das mais interessantes, que você vê layoutada aí em cima pelo pessoal do Planejamento da Escala pra nosso uso interno, encontramos no blog I Love Marketing da estudante americana Ana Andjelic (grande dica do Marcelo Firpo, Diretor de Criação da Novacentro), que está trabalhando em uma dissertação sobre o assunto.
Quer dizer... só se vocês doarem 500.000 livros para o Banco do Livro do Rio Grande do Sul. Não acha justo? O Luis Fernando Verissimo achou e abraçou a idéia. Bem como o selo Alfaguara, da Editora Objetiva.
Foi essa a forma que encontramos de ajudar o Banco de Livros a pedir doações: oferecendo algo valiosíssimo em troca. Como comentamos no post abaixo, resolvemos ir além do simples "pedir doações" e procuramos trocar um gesto de generosidade pela possibilidade de você (e muito mais gente) ler o Verissimo gratuitamente na internet.
Quer colaborar? Veja como no www.livroinedito.com.br (site também generosamente desenvolvido pela Box 3). Como essa é uma campanha em construção, que vai se desenrolar até o final de novembro, o número de pontos de coleta de livros deve ir aumentando ao longo dos próximos meses. Já teve gente no Facebook pedindo locais para doação fora do Rio Grande do Sul (vamos repassar o pedido do Banco de Livros).
Um detalhe importante: tudo o que for arrecadado virá para Porto Alegre para seleção e classificação feita pelos alunos do curso de Biblioteconomia da UFRGS. Os livros serão então distribuídos para bibliotecas comunitárias localizadas em favelas, creches, hospitais e presídios gaúchos.
Quer saber um pouco mais sobre a história do livro? Dá uma olhada na matéria do ClicRBS.